Quando chove

 

Quando chove, quando chove assim e só assim,

O som do mundo é submerso, vira fundo.

O silêncio que me falta chega, mudo, como deve ser…

Como sempre deve ser. E é assim que se fala de tudo

Aquilo que não podemos ter: o oportuno.

Vamos fechar os olhos, que a vigília de nada serve,

Vigiar o invisível é vigiar o motorista estando

No bando de trás. É querer pesar o leve,

Querer capturar a sua curvatura sensível

Ao toque de minha pele fugaz.

Dorme que eu guardo teus olhos fechados,

Esse bicho disforme a nos rondar é sombra.

É palavra engasgada que há de se dissolver,

Abra tua boca, pois flores em palavra

Desencadeada hão de vencer.

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