Desfaço, não posso mais com a palavra.
Ela disse o que sou, diz o que não sou
Às vezes não diz.
Então me contorço.
Toda vez duvido se sou o que ouço:
De minha boca, a sua doce, a outra lacerante.
Ando por aí arrastando algo.
Equilibrando rinocerontes e bebês não nascidos,
Elefantes mais leves que olhares desviados.
Sonhos à luz do sol, derretidos.
